Críticas

Cinéfilos: “Super herói? Não à primeira vista”

Trecho da crítica sobre o filme Super Nada no Cinéfilos:

Muito além de um filme de comédia – e nesse caso todo o elenco contribui para isso, Super Nada é um filme que ilustra as dificuldades de se estabelecer no competitivo mundo artístico. Apesar do talento de Guto, ele frequentemente se vê decepcionado com os trabalhos que consegue, ou ainda insatisfeito com seu desempenho. Uma das cenas que ilustra bem essa faceta do personagem – e que insere um toque de delicadeza e melancolia na usual atmosfera de humor do longa – é o momento em que o ator retira sua maquiagem após finalizar sua performance de palhaço. O olhar melancólico no espelho e a vermelhidão em seu nariz oriunda dos restos de maquiagem fazem parecer com que Guto estivesse chorando, o que não soa falso ou artificial.

(Camila Berto Tescarollo)

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O Globo: “Um filme capaz de ofertar ousadia e carisma em medidas equivalentes”

Abaixo um trecho da crítica de O Globo :

Festival de Gramado: Quando ‘nada’ quer dizer muito

GRAMADO (RS) – Em meio à discussão sobre as crises técnicas e estéticas do Festival de Gramado, em plena celebração de 40 anos de existência, a mostra competitiva de longas-metragens diz a que veio com um filme capaz de ofertar ousadia e carisma em medidas equivalentes. Com CEP paulistano, “Super Nada” fez a crítica acreditar que este pode ser um ano de retinas lavadas pela esperança em meio à disputa pelo Kikito. Um achado à parte – a presença do cantor Jair Rodrigues como ator – mostra que o cineasta Rubens Rewald teve a sobriedade de valorizar um ícone popular além-cinema como figura capaz de promover uma discussão sobre a cultura de massas no Brasil. Numa narrativa precisa, que em nenhum momento se deslumbra com a imagem quase folclórica de Jair, Rewald trouxe a Gramado um longa capaz de dialogar com a linhagem marginal de Sganzerla (“Abismu”) e Bressane (“O rei do baralho”) ao mesmo que traça, de modo realista e retilíneo, as agruras profissionais de um operário da arte: um ator de nome Guto, vivido por um dos melhores intérpretes do país na atualidade, Marat Descartes.
(Rodrigo Fonseca)

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O Estado de S. Paulo: “Super Nada surpreende. Filme para ver e rever”

Trecho da crítica sobre o filme Super Nada n’O Estado de S. Paulo:

O segundo filme brasileiro em concurso foi o surpreendente Super Nada, do cineasta e professor da USP Rubens Rewald. A surpresa começa com a escalação do elenco, na qual se vê o cantor de sambas Jair Rodrigues, o “cachorrão” que fazia parceria com Elis Regina no tempo do Fino da Bossa. Ele faz o papel de Zeca, ator que encarna o anti herói Super Nada, do título. O outro personagem é Guto (Marat Descartes), ator de pequenos papéis, que sonha ser grande e faz todos os testes para ver se emplaca na profissão.
(Luiz Zanin)

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Caderno de Cinema – Marcos Pierry fala sobre Mostra de Tiradentes e Super Nada

(…)no paulistano Super Nada (de Rubens Rewald e co-direção de Rossana Foglia, na mostra Transições) o polo de atração gravita na construção cultural mais embrutecida, corporificada nos ritos da(o) capital e nos sumidouros de auto-estima que minam o indivíduo na floresta petrificada de qualquer metrópole (percurso de Guto, o protagonista, vivido por Marat Descartes). Rir é quase igual a chorar porque não mais liberta verdadeiramente o espírito. E o palhaço encarnado por Jair Rodrigues deixa o recado: trata-se de uma tentativa de leveza em negociação permanente com outras linhas de força, talvez mais poderosas. Talvez nem a malandragem nem a sorte superem a mediocridade que Guto deve enfrentar no seu cotidiano de procurar emprego.
(Marcos Pierry)

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Revista Cinética: “Não tá fácil pra ninguém”

Trecho da crítica da revista Cinética:

Ouvimos esta mesma frase inúmeras vezes em nosso cotidiano. Seja de forma cômica, seja de forma efetivamente séria, ela nos reporta a um beco sem saída que o filme de Rubens Rewald pretende atacar e problematizar frontalmente. “Não tá fácil pra ninguém” revela uma determinada sabedoria popular em se contar a verdade desmentindo, isto é, em se revelar a carapuça apontando a carapuça. A falta de perspectiva de Guto em meio ao cenário paulistano é amarga porque não oferece perspectivas para além do jogo esboçado… uma perspectiva que pode ter eco tão forte na realidade que podemos muito bem não conseguir ignorá-la.
(Thiago Brito)

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