Críticas

O Globo: “Um filme capaz de ofertar ousadia e carisma em medidas equivalentes”

Abaixo um trecho da crítica de O Globo :

Festival de Gramado: Quando ‘nada’ quer dizer muito

GRAMADO (RS) – Em meio à discussão sobre as crises técnicas e estéticas do Festival de Gramado, em plena celebração de 40 anos de existência, a mostra competitiva de longas-metragens diz a que veio com um filme capaz de ofertar ousadia e carisma em medidas equivalentes. Com CEP paulistano, “Super Nada” fez a crítica acreditar que este pode ser um ano de retinas lavadas pela esperança em meio à disputa pelo Kikito. Um achado à parte – a presença do cantor Jair Rodrigues como ator – mostra que o cineasta Rubens Rewald teve a sobriedade de valorizar um ícone popular além-cinema como figura capaz de promover uma discussão sobre a cultura de massas no Brasil. Numa narrativa precisa, que em nenhum momento se deslumbra com a imagem quase folclórica de Jair, Rewald trouxe a Gramado um longa capaz de dialogar com a linhagem marginal de Sganzerla (“Abismu”) e Bressane (“O rei do baralho”) ao mesmo que traça, de modo realista e retilíneo, as agruras profissionais de um operário da arte: um ator de nome Guto, vivido por um dos melhores intérpretes do país na atualidade, Marat Descartes.
(Rodrigo Fonseca)

Leia a crítica completa.

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